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Paulo Guedes ocultou fortuna de 50 milhões em paraíso fiscal!

Documentos obtidos pelo Pandora Papers, projeto do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, revelaram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, fundou uma empresa fora do território brasileiro para proteger uma fortuna de ao menos 50 milhões de reais.

O artigo 5º do Código de Conduta da Alta Administração Federal, instituído em 2000, proíbe funcionários do alto escalão de manter aplicações financeiras, no Brasil ou no exterior, passíveis de ser afetadas por políticas governamentais.

Segundo reportagem da revista piauí, Guedes era sócio da gestora de recursos Bozano Investimentos quando fundou a Dreadnoughts International, uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. A operação teria ocorrido em 25 de setembro de 2014, dia seguinte à intervenção do Banco Central para conter a alta do dólar, em meio à iminente reeleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República.

Nos meses seguintes, informou a reportagem, Guedes aportou na conta da offshore, aberta em uma agência do banco Crédit Suisse, em Nova York, a quantia de US$ 9,55 milhões, o equivalente a R$ 23 milhões na época (no câmbio atual, o valor hoje corresponde a R$ 51 milhões).

Até 28 de setembro de 2021, a Dreadnoughts International continuava ativa, com o ministro Guedes na condição de controlador. As informações constam de documentos sigilosos obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), em uma investigação que reúne mais de seiscentos profissionais e 150 veículos de imprensa no mundo.

Manter o dinheiro escondido é mais uma prova que os interesses de Paulo Guedes e do governo Bolsonaro não estão em combater a pobreza ou corrupção no Brasil, mas sim aumentar sua influência e lucro mesmo custando a miséria de milhões de pessoas.

O líder da oposição na Câmara, Alessandro Molon (PSB-RJ), decidiu apresentar ao MPF (Ministério Público Federal) uma ação de improbidade contra Paulo Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que também abriu offshore em paraíso fiscal, segundo os Pandora Papers.

“É escandaloso – e ilegal – que funcionários públicos de alto escalão, com acesso a informações privilegiadas, mantenham esse tipo de aplicação. Investigação já!”, criticou Molon no Twitter.

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