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Mark Zuckerberg reitera mentiras após ex-funcionária denunciar problemas causados pelo Facebook

Horas depois que Frances Haugen, ex-funcionária do Facebook, testemunhou perante o Congresso dos Estados Unidos sobre como a rede social representa um perigo para as crianças e a democracia, Mark Zuckerberg utilizou sua plataforma e postou um discurso de 1.300 palavras tentando miná-la.

Segundo apuração da CNN, o discurso de Mark Zuckerberg não passa de politicagem e é envolto em mentiras, principalmente quando o dono do Facebook diz que a empresa é uma das mais transparentes do mercado tecnológico. Um exemplo é um recente estudo divulgado pelo Facebook que omite os primeiros meses de 2021 e o estrago causado pelas fake news contra a vacinação para o Covid-19. Além claro do ataque ao Capitólio e tantos outros problemas que qualquer usuário da rede social está cansado de saber.

Basta utilizar o Facebook por algum tempo para ver como a rede social utiliza de algoritmos para disseminar fake news e instigar a discórdia na população. É exatamente conforme Frances Haugen denunciou, a maior rede social do mundo privilegia interações que levam a venda de anúncios e outros tipos de ganhos sobre o bem estar social, ainda assim os executivos do Facebook tentam de todo modo desqualificar a ex-funcionária de todas maneiras possíveis conforme relatam os principais canais de mídia internacional.

Outro caso recente que mostra o lado sombrio de Mark Zuckerberg e dos executivos do Facebook foi a expulsão de pesquisadores da Universidade de Nova York que estudavam desinformação.

A ex-funcionária do Facebook que se tornou denunciante detalhou ao Subcomitê de Proteção ao Consumidor, Segurança de Produtos e Segurança de Dados do Senado seu vasto conhecimento do funcionamento interno da empresa por meio de seu trabalho anterior e das milhares de páginas de documentos internos que ela revisou e compartilhou com legisladores. E ela explicou o funcionamento técnico das plataformas do Facebook de uma forma polida e descomplicada, citando exemplos do mundo real dos danos que podem causar.

Os produtos do Facebook “prejudicam as crianças, alimentam a divisão e enfraquecem nossa democracia” e colocam o lucro sobre a responsabilidade moral, disse ela aos legisladores. Embora Haugen fosse altamente crítica do Facebook, ela foi construtiva e até esperançosa.

“Esses problemas têm solução. Uma mídia social mais segura, que respeite a liberdade de expressão e mais agradável é possível”, disse Haugen. “O Facebook pode mudar, mas claramente não vai fazer isso por conta própria. … O Congresso pode mudar as regras que o Facebook segue e impedir os muitos danos que está causando.”

Frances Haugen associou a postura do Facebook com a dos fabricantes de cigarros no século XX, que se recusavam a admitir que o cigarro fazia mal à saúde, inclusive gerando informações falsas como Mark Zuckerberg aparenta estar fazendo.

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