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Com fome e desemprego, aumenta o consumo de pé de galinha e ossos no Brasil

Enquanto o ministro Paulo Guedes fatura alto com a alta do dólar, mantendo contas secretas em paraísos fiscais, nova reportagem da BBC revela que aumentou em 85% no número de brasileiros com fome em dois anos do governo Bolsonaro.

No país, a fome atingiu 19,1 milhões de pessoas em 2020, parte de um contingente de 116,8 milhões de brasileiros que convivam com algum grau de insegurança alimentar — número que corresponde a 55,2% dos domicílios. É isso mesmo, mais da metade da população do Brasil hoje em dia passa fome enquanto os militares gastam milhões com picanha, o presidente não cansa de passear às custas de dinheiro público e claro, Paulo Guedes fica ainda mais rico com sua indecente política monetária.

O resultado fez a Oxfam — organização internacional que atua no combate à pobreza, desigualdade e injustiça social — classificar o Brasil como um dos focos emergentes de fome no mundo, ao lado da Índia e da África do Sul.

Outros indicadores da piora das condições de alimentação do brasileiro estão nos próprios alimentos consumidos.

Segundo dados da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados), o consumo de macarrão instantâneo movimentou R$ 3,2 bilhões em 2020, ante R$ 2,7 bilhões em 2019.

Em toneladas, o consumo cresceu de 167 mil para 189 mil entre os dois anos, refletindo o aumento da prática de cozinhar em casa durante a pandemia, mas também a perda de renda da população, que recorre ao miojo como um alimento barato.

Nos açougues, em meio aos preços proibitivos da carne, consumidores recorrem a cortes antes desprezados pela maioria, como pés e miúdos de galinha.

“Antes da pandemia se vendia cerca de 100 quilos de pé de frango no mês, agora estamos vendendo em torno de 250 quilos”, disse José Carlos Viale, dono de um açougue em São José do Rio Preto, ao Diário da Região.

“Sempre teve saída, mas as pessoas compravam em menor quantidade e para tratar animal. Agora, temos famílias que chegam a comprar dois quilos de pé e pescoço por semana”, relatou o empresário ao jornal.

É a desgraça anunciada, ainda assim uma boa parte da população segue apoiando o governo genocida crendo que dias melhores virão. Como se 1000 dias de governo de Jair Bolsonaro não fossem suficientes para mostrar o tamanho do buraco que meteram o país.

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