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Davos escancara despreparo de Bolsonaro

A participação do presidente Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, devolveu o governante falastrão à dura realidade da sua insignificância. Sem profundo conhecimento sobre o país que governa e sem projeto de ação – pois já não tinha plano ao candidatar-se, agora nada tem ao governar – o ex-parlamentar que passou quase trinta anos sem conseguir aprovar uma lei sequer de relevância, começou a perceber que está na mão dos seus homens de confiança. E pior. Descobriu que a maior parte deles não tem mais miolos que um hipopótamo no cio.

Tendo quarenta e cinco minutos para apresentar-se ao mundo e aos maiores empresários do planeta, calou-se ao nada conseguir dizer. O tempo utilizado por Bolsonaro, seis minutos, reflete aquilo que ele representa diplomática e politicamente: quase nada. Triste, pois, divergências políticas à parte, o falastrão que calou-se ao virar governo, lidera uma das maiores nações do planeta.

Na prática Bolsonaro demonstrou não saber o que fazer. Não sabe como transformar as suas bravatas e promessas de campanha em ações e programas críveis, com planejamento, acompanhamento e efetividade. Parece querer manter-se em eterna campanha, ainda alimentado pelo desvario do seu séquito.

Para não ser confrontado com seu despreparo tem fugido da imprensa a quem credita “abordagem antiprofissional”. Forma fácil de não responder sobre as frequentes denúncias sobre sua família – em especial as que recaem em seu filho Flávio – e manter seus eleitores em guerra com quem produz informação de fato, desprovida da contaminação de Fake News que tanto o exército de Bolsonaro gosta.

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Publicado por Marcelo Adifa

Jornalista e escritor. Autor de diversos livros de comunicação e literatura.
contato: [email protected]

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